(Source: suburbano, via ventonotrigo)
(Source: a-lmejar, via re-abrigar)
Mas vem se quiser vir, e fica se a vontade prevalecer. Não sinta pena ou arrepios passageiros, seja de corpo inteiro e grude como quem nunca aspirou partir. Quero a rotina ofegante de sempre, aquela que proporciona o cansaço torturante, mas que estremece nossa ternura sagaz. Digo que tenho em mim um mundo nosso que me acompanha perfurando meu ser a cada passo, que te guardo como o ouro mais raro que chegou a existir, que te protejo pelo egoismo disfarçado pelo profundo medo de nao mais te ter. Por fim o que sou eu se nao mais o medo? Me perdoe pelo pavor constante, pelos olhares desconfiados pelo mundo. Me perdoe por nao crer no que é imposto e por trancar tuas frases como um dito mistico. Repita quantas vezes minha carencia clamar, vamos.. diga, grite, proclame os versos que me fazem te amar.